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Vai uma saladinha?

Nossa, quanto tempo não posto uma receitinha por aqui. Ando muito corrida com alguns projetos em andamento, mas não só isso! Acho que nunca contei para ninguém fora da minha rede de amigos sobre o meu transtorno de ansiedade. Temos tido momentos difíceis, mas estou seguindo em frente. Depressão, transforno de ansiedade e síndrome do pânico são três condições psicológicas com as quais lido desde sempre. Depressão desde os 13, ansiedade desde os 18 e pânico mais recentemente, mas com o qual convivo desde 2014. É muito importante a gente se conhecer para ter a idéia de que algo de errado está acontecendo. Não foi o meu caso, como boa Sagitariana, sempre deixei a vida me levar sem me preocupar com muita coisa, mas a necessidade de ter certezas na vida me fizeram ter medo do futuro, me ressentir sobre o passado e não viver o agora. Estou vivendo a praticamente 4 anos com uma agonia tremenda, que tem seus altos e baixos, mas que não me abandona. E com essa agonia vem, o que eu classifico como o pior de todos os sintomas, a insônia. Não poder dormir plenamente e sentir o seu corpo descansado no dia seguinte tem me deixado em frangalhos. E é por esse motivo que 

não estou conseguindo vir aqui com tanta frequência. Quando decidi retomar o blog, queria estar sempre conectada com essa minha essência de criar receitas, testar novos sabores, que é uma das características que mais me instigam na gastronomia. Mas não estar bem consigo mesmo, não permite que você tenha vontade de fazer mesmo aquilo que mais ama. E atrelado a isso, meus compromissos profissionais com as três empresas que toco não estão me dando espaço na agenda para me dedicar a quase nada além do trabalho. Recentemente cancelei minhas aulas na Nutrichef para me dar um período de novos desafios e propor aulas novas, além de desenvolviver um material mais rico em informações para os alunos que acompanham as aulas sem glúten e sem lácteos. Na De Amores, também estou me dedicando a aprimorar nosso cardápio e trazer delícias novas para manter a clientela sempre interessada e com isso, se vão muitas horas de pesquisa e de testes, busca de fornecedores e troca de experiências com colegas da área. Na Cozinha Personalizada, estou com as consultorias em residência e duas empresas em fase final de projeto. Ou seja, muita coisa na cabeça pra pensar e muita ansiedade acompanhando cada passo. Há de haver muita paciência, suspiros profundos e concentração para uma cabeça tão fervorosa não entrar em ebulição, né?

Foi pensando em toda essa ferveção na minha cabeça que decidi criar um plano de ação que não me deixe louca e que me permita fazer tudo que eu preciso. Dividi meus dias em etapas e nessas etapas faço um número x de coisas referentes a cada empresa. E sobra um tempinho para o lazer? Por enquanto tem sobrado pouco tempo, mas sempre antes de dormir assisto uma série, leio um livro e nos finais de semana pretendo não pensar em trabalho (oi?). Vamos ver como vai ser essa parada daqui alguns meses. Esse post não é uma promessa de voltar a postar constantemente. Por enquanto vou fazendo o que me sinto a vontade para fazer e lidando aos poucos com todos os desafios…

Como vocês sabem eu falo muito, mil rodeios antes de chegar no ponto. Portanto aqui vem a virada desse post. Quando eu atendia em consultório, vez ou outra ouvia dos pacientes que não havia tempo para fazer as receitas propostas e realmente, quando comecei a ficar mais ocupada, cozinhar foi uma das coisas que tirei da rotina sem nem pensar duas vezes. Mas, pra quem sempre comia em casa e fazia a própria comida, comer fora de casa começou a não fazer tanto sentido e comecei a sentir falta real. Então, para suprir isso passei a fazer o jantar de uma maneira mais rápida usando o forno para quase tudo. O que é bom em usar o forno é que deixamos o preparo todo com ele, se a receita precisar de 40min para ficar pronta, temos esse tempo para dedicar a outra coisa. E foi assim, que cozinhar em casa novamente voltou a fazer parte da rotina. A receita de hoje é fácil e você vai precisar de muito pouco para preparar. Segue a receita!

Ingredientes:

 10 a 20 fatias de abóbora de pescoço (baiana/goiana) cortada em fatias finas

1 colher de sopa de azeite

Sal e pimenta do reino moída na hora

1 punhado generoso de folhas novas

1 colher de sopa de mistura de sementes: gergelim preto, chia, linhaça

 

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno a 200°C. Usando uma mandolina, fatie a parte mais fina e comprida da abóbora (pode ser com casca mesmo) em lâminas finas. Em uma assadeira, posicione a fatia de abóbora e regue com 1 colher de sopa de azeite e tempere com sal e pimenta do reino. Leve ao forno e asse por 10-15min ou até que estejam douradas e crocantes. Retire e deixe esfriar. Para servir, posicione as folhas em prato e ao lado as fatias de abóbora, regue com o molho de sua escolha e sirva.

Eu escolheria ainda algum tipo de queijo fresco para colocar por cima e uma castanha. Nesse caso, queijo de cabra e castanha do pará finalizariam o prato muito bem.

Atendendo à pedidos: cracker de milho e sementes


A ideia do post de hoje é te inspirar a procurar novas fontes de conhecimento e enriquecer o seu meu modo de cozinhar e entender a comida. Desde que a internet entrou na minha vida aos 16 anos, nunca mais consegui viver de forma desconectada. Criei o meu primeiro blog em 1999, quando ninguém sabia direito o que fazer com essa nova plataforma. Mas me vi encantada em poder trocar uma palavrinha com as pessoas sobre coisas que eu achava legal e etc. Claro que com 18/19 anos eu era tão verdinha que muitas coisas que pensava e fazia hoje não teriam o menor sentido, mas se teve uma coisa que eu aprendi ao longo desse caminho é que temos muito a aprender e comecei a ficar àvida por conhecimento culinário em 2007/2008 quando descidi criar um blog de culinária. 

Nesse momento a minha jornada foi de pesquisa e aprendizado, com o Na Cozinha Dela, tive a curiosidade de pesquisar receitas e com isso minha paixão por blogs de culinária só cresceu. Conteúdo, boas fotos e receitas muito nutritivas despertavam a minha curiosidade e formas diferentes de preparar o mesmo prato também. Usar ingredientes alternativos e fazer coisas incríveis realmente foi um dos pilares das minhas pesquisas por aí. Em 2010, quando abri a NutriChef desenvolvi um portfolio para atender os pacientes e foi nos blogs mais maravilhosos que encontrei inspiração para desenvolver receitas adequadas nutricionalmente para cada dieta. Fiquei um pouco surpresa ao descobrir poucos blogs de qualidade em português, por isso, precisei queimar alguns neurônios para ler receitas em inglês, sem saber quase nada da língua. Os blogs que mais usei de inspiração foram o Green Kitchen Stories e o My New Roots. Ambos com uma pegada mais natural e com ingredientes bem diferentes dos que encontramos no Brasil. Minha necessidade então foi de adaptar, modificar… por estar em contato com esses blogs, muitas vezes descobri ingredientes novos, super funcionais e que demorariam pelo menos uns 4 anos para chegarem por aqui. O que hoje é moda aqui já é usado em outros países tem muito tempo… Mas isso é uma conversa para outro dia. 
A verdade, é que por gostar de pesquisar receitas e desenvolver algo a partir delas, minha busca nunca para, nunca me dou por satisfeita. E fico feliz em ver que cada vez mais Nutricionistas e Chefs estão entrando nesse universo e publicando seus achados e formas de preparo. Ultimamente alguns desses Chefs me inspiram quase todos os dias. Alguns nomes para citar são: Amabile Kolenda (a quem chamo de amiga e tenho um carinho enooooorme), Patrícia Helu (meu xodó do momento, menina linda, super do bem e cheia de ideias incríveis), Tati Lund (com essa aprendi demais, desde o programa Tati com Limão até o Cozinha.org – ambos maravilhosos). E todo esse enredo de hoje foi para dizer que essa receitinha é da querida da Patrícia Helu. Sim, eu falo demais, mas acho que é porque tenho muita história para contar. kkkk #contadoradecauso. Sem mais delongas, segue a receita da moça. Ah! e como disse no início do post, busque inspiração em receitas como essa para você mudar aos poucos a forma como cozinha e também como come.

Biomassa de Banana

Ingredientes:

  • 4 bananas prata bem verdes
  • Quanto baste de água para cozinhar

Modo de preparo:

Corte a banana verde do cacho com a ajuda de uma faca ou tesoura, lave as bananas e leve para a panela de pressão com água suficiente para cobri-las. Tampe a panela, leve ao fogo e quando atingir a pressão, abaixe o fogo e deixe ferver por oito minutos. Desligue o fogo e espere a pressão sair naturalmente. Abra a panela de pressão com cuidado, retire as bananas, abra a casca com uma faca e retire a polpa e reserve a casca, leve ainda bem quente ao liquidificador e bata com um pouco de água até virar uma pasta bem cremosa. Congele em porções menores para usar nas receitas que desejar.

 Pasta de casca de banana: retire as cascas das bananas verdes cozidas e leve para o liquidificador. Bata com um pouco de água quente até obter uma pasta uniforme e grossa. Use nas receitas que desejar.

 

Cracker de milho

Ingredientes:

  • ¼ de xícara de chá de pasta de casca de banana da biomassa 
  • ¼ de xícara de chá de fubá ou quanto baste (usei pelo menos 1 xícara para dar ponto, pois bati a casca com muita água – #observe)
  • 1 colher de sopa de azeite de oliva
  • 3 colheres de sopa de semente de linhaça dourada 
  • Sal e lemon pepper a gosto

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes até formar uma massinha. Com as mãos umedecidas, abra a massa em uma assadeira, deixando-a bem fina. Asse em forno, pré-aquecido à 200°C, até dourar e ficar crocante. Se necessário vire a massa para dourar de forma mais uniforme.

Na imagem você pode ver que acrescentei um pouco de sementes sobre a massa para dar um charme a mais na receita. Mas, isso é opcional.

Quando faço biscoitinhos gosto de marcar com uma faca para depois quebrar. Assim acho mais fácil.

Um jeitinho para você comer mais vegetais


Na época em que atendia como Nutricionista no consultório da NutriChef me preocupava em sempre renovar o portifólio de receitas de vegetais. Como disse no nesse post aqui, mudar a forma de preparar o alimento pode fazer grande diferença na inserção desse ingrediente na sua alimentação. Isso, principalmente, quando falamos de pessoas com um paladar mais infantil e não têm costume de comer verduras com frequência. Como sempre atrelei o atendimento de consultório com um plano alimentar cheio de receitas e mais aulas de culinária, já tive muitos pacientes e alunos que não faziam ideia como era possível mudar os alimentos com uma simples mudança no modo de preparo. Esse é o caso da receita de hoje. A minha dica para essa receita sempre foi a de escolher 4 tipos de vegetais que você não tem costume de preparar e usar os temperos e demais ingredientes propostos na prepação para você abrir seu leque de opções. Uma cartela incrível de combinações e sabores pode surgir daí. Outra dica fantástica dessa receita é que você pode fazer com qualquer vegetal que tenha na geladeira. Ou seja, aquele final de feira, que já não tem quase nada à disposição, male mal metade de uma cenoura e um tomate… preocupa não que até assim esse prato vai ficar divino, ma – ra – vi – lho – so. #fazdebobanão e segue a receita…

Ingredientes:

  • 3 xícaras de chá de vegetais variados picados (sugestões: cenoura, repolho roxo, beterraba, abóbora)
  • 1 cebola pequena picada
  • 1 talo de alho-poró
  • 5 colheres de sopa de azeite extra virgem
  • 6 raminhos de tomilho fresco
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • 3 colheres de sopa rasa de mel, melado, maple syrup ou agave

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno a 200°C. Corte todos os vegetais escolhidos em pedaços iguais e transfira para uma tigela grande. Adicione o azeite, o mel e o tomilho e misture bem. Tempere a gosto com sal e pimenta do reino. Misture bem para cobrir todos os legumes. Espalhe os vegetais em um papel manteiga numa assadeira forrada. Leve ao forno por 40-50 minutos até que fiquem macios.

 

Esse tal de coco aminos

Gente, vocês não imaginam a dificuldade que tive para encontrar informações precisas e de qualidade para trazer para vocês acerca desse tal de Coco Aminos. Confesso que comprei a primeira vez ano passado e decidi experimentar por se tratar de uma novidade, e como Nutricionista e Chef de Cozinha tenho que estar sempre antenada aos produtos do momento. Somado a isso, tem a questão de não poder abusar de produtos derivados de soja, o que depois conto com mais detalhes.  Ao provar me surpreendi com o sabor, mas com minha rotina meio atribulada na época em que comprei, não me preocupei muito em ir atrás de saber por que de fato era tão maravilhoso assim e todos estavam consumindo. Pois bem, como decidi criar um novo blog e me conectar mais com os alunos e clientes através desse espaço aqui, decidi pesquisar a fundo sobre o coco aminos e fiquei espantada por achar informações tão superficiais. Pesquisei por artigos cientícos também e não achei absolutamente nada de concreto. No entato, as informações que encontrei podem nos ajudar a solucionar o mistério que está por trás desse queridinho.

Aparenemente, a maioria dos textos em português são uma cópia fiel de alguma espécie de release que a marca Copra, que lançou mais recentemente o produto, mandou para blogueiros e sites de alimentação saudável e estilo de vida. Nesses textos o que encontrei foi que o coco aminos é um líquido obtido através da fermentação da seiva da flor do coqueiro ou do coco (não ficou muito claro). Na sua composição, encontra-se apenas o líquido resultante dessa fermentação e sal. Tanto a Copra quanto a Big Tree Farm (imagem) não usam conservante, corantes e etc. O que já nos livra do tal corante caramelo presente na maioria dos shoyos derivados da soja. Até agora, ponto para o coco. Outro fator importante que observei nas duas marcas é que não possui glúten, que muitas vezes está presentes nos molhos de soja. Olha, mais uma vantagem, para quem não pode ou não quer consumir glúten. 

Mas, e quanto a parte nutricional? A parte que mais importa, mesmo? Cadê?

Na minha pequisa, descobri que o como aminos tem 17 tipos de aminoácidos e 14 vezes mais do que o shoyo, mas quais são esses aminoácidos não achei em canto nenhum. A gente pode até concluir que são os mesmo do coco, mas pense bem, se é feito da seiva da flor e sofre fermentação pode ser que não sejam os mesmos, neam? Outro fator destacado em todos os sites que pesquisei é que possui vitamina C e B (quais?). #assimnãodápratedefender Por que, veja, se passa por fermentação e esse processo sofrer alguma alteração de temperatura podemos perder essas vitaminas. 

Então, meus queridos, apesar da pouca informação o que posso dizer é que as vantagens aprensentadas quanto a não ter soja, glúten, conservantes e corantes, já vale o consumo. E portanto, tenha na sua cozinha.

Você encontra hoje as seguintes marcas:

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FILÉ MIGNON COM COGUMELOS SALTEADOS E COCO AMINOS

Ingredientes:

  •  1 colher de chá de mostarda em grãos
  •  5 cogumelos Paris frescos fatiados
  •  2 colheres de sopa de cebola picada
  •  2 escalopes de filé mignon
  • tomilho fresco a gosto
  • 1/4 de xícara de chá de coco aminos
  •  Sal, azeite e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:

Para cortar o filé em escalope, compre uma peça inteira já limpe e corte fatias de dois dedos (finos) de largura. A dica é guardar os filés porcionados na quantidade que você irá consumir e congelar para uso posterior. Depois de cortado, temere os escalopes com sal e pimenta do reino. Reserve. Aqueça uma frigideira em fogo baixo e quando estiver bem quente, acrescente um fio de azeite e grelhe a carne deixando dourar de um lado para depois virar e dourar do outro. Em seguida, retire a carne da frigideira e apague o fogo. Com a frigideira ainda quente, coloque um pouco mais de azeite e doure as fatias de cogumelos e a cebola, acenda o fogo novamente e deixe dourar. Quando a cebola estiver bem dourada, acrescente o coco aminos, a mostarda e o tomilho. Deixe ferver esfregando bem o fundo da frigideira para liberar o sabor e apurar. Sirva sobre os filés.

Como deixar o iogurte delicioso…

Iogurte é uma alimento necessário na alimentação de qualquer pessoa. Como publiquei na quarta-feira uma opção com iogurte natural, achei interessante trazer algumas informações para que você saiba os benefícios do iogurte e como escolher também. Além de uma receitinha bem básica para dar um up no nosso iogute de cada dia.

O iogurte contém microrganismos vivos que existem naturalmente no intestino humano. Algumas dessas bactérias são essenciais para a saúde e bom funcionamento intestinal  – alimentos que apresentam essas bactérias em sua composição são conhecidas como probióticos. É importante ler o rótulo para saber que tipo de bactérias estão presentes, pois nem todos os produtos disponíveis no mercado são considerados probióticos. Veja abaixo os tipos de bactérias que podemos encontrar:

Lactobacilos

Lactobacillus é um nome amplo para um tipo ou gênero de bactéria. As muitas espécies de lactobacilos são encontradas naturalmente em nossos tratos digestivo e urinário, e também em alimentos fermentados como o iogurte. O iogurte é mais comumente feito com lactobacillus bulgaricus, lactobacillus acidophilus, L. animalis e L. casei.

Bifidobactéria

As Bifidobacterium são um tipo de bactéria encontrada naturalmente em sistemas gastrointestinais saudáveis e também em alimentos fermentados como o iogurte. Alguns iogurtes comerciais apresentam as cepas probióticas Bifidobacterium B. animalis e B. lactis.

Streptococcus Thermophilus

Outro tipo de bactéria usada para fazer iogurte é o Streptococcus thermophilus. É amplamente utilizado na produção de iogurte e queijo. 

Ao escolher o iogurte que irá consumir, leia atentamento o rótulo. Nele você verá as informações sobre os tipos de bactérias e poderá escolher o que tiver uma cepa maior #ficaadica.

IOGURTE CASEIRO

Ingredientes:

  • 1 litro de leite tipo A integral
  • 170g de iogurte integral probiótico

Modo de preparo:

Esterilize uma garrafa de vidro ou qualquer outro recipiente com água fervente. Despreze a água do recipiente quando esta estiver em temperatura ambiente. Em uma panela ferva 500ml de leite. Desligue o fogo e em seguida, misture o restante do leite que ficou na caixa e todo o conteúdo do pote de iogurte. Mexa bem até diluir todo o iogurte. Transfira para o recipiente esterilizado, tampe e coloque em um lugar morno durante toda a noite. Pela manhã, transfira para a geladeira. Dura cerca de uma semana.

COMO DEIXAR O IOGURTE DELICIOSO

Ingredientes:

  •  10 uvas tipo itália cortadas ao meio
  •  1 colher de sopa rasa de mel, xarope de agave ou melado de cana
  •  ½ xícara de chá de iogurte

Modo de preparo:

Em uma caneca ou copo pequeno adicione o mel e espalhe no fundo. Em seguida adicione o iogurte. Por fim coloque as uvas sobre o iogurte e enfeite com folhas de tomilho fresco se for de seu gosto.

Tortinha deliciosa

Essa semana, para escolher a próxima receita que colocaria aqui no blog, fiz uma enquete no instagram (@tamy.rolim) e fiquei surpresa ao ver que 55% das pessoas que participaram optaram pela receita que tinha beterraba. Confesso que a minha surpresa foi por que até uns 8 anos atrás eu também torcia o nariz para beterraba, logo, imaginei que haviam muitas pessoas que não gostavam. E, pasmem, além da beterrava, eu também não gostava de uma série de vegetais que hoje não vivo sem. Abobrinha, berinjela, couve-flor, batata-doce eram alimentos raros de aparecer na cozinha de casa e cresci sem experimentar esses alimentos e se experimentei fiz cara feia. Com o tempo, depois de adulta, já formada em Nutrição e Gastronomia, meu paladar já havia mudado muito e as formas de preparo de vegetais é tão assombrosamente variada que fui aprendendo a gostar de muitas coisas que antes não faziam parte do meu dia-a-dia. Por isso é tão importante mudar a forma como você prepara um alimento, quem sabe assim você não aprende a gostar. 

Beterraba tem várias formas de preparo que permitem que aquele gostinho conhecido de terra vá embora. Esqueça a beterraba raladinha ou cozida. Que tal prepará-la assada, com um pouco de suco de limão, folhas de tomilho e alho? A acicez do limão suaviza aquele gostinho. E com o toque do sabor do alho e as folhas de tomilho, seu prato ficará sensacional. Gosto de fazer dessa forma embrulhando bem as beterrabas com papel alumínio e levando ao forno por 40min. Ficam divinas. 

E qual o benefício?  A beterraba contém antioxidantes naturais conhecidos como betaínas, que são capazes de reduzir a resposta inflamatória relacionada à doenças cardíacas, doenças vasculares e doenças do fígado, ainda impede ou reduz o acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática). 

Dicas práticas:

A beterraba cozida se conserva por alguns dias na geladeira se guardada em potes bem fechados, de preferência hermético. Outra forma de guardar, seria congelada em forma de purê. 

Se você tem costume de comprar beterraba em feiras livres, já deve ter observado que muitos feirantes vendem a beterraba ainda com as folhas. Se comprar, não as jogue fora, use em sucos, faça rafogada ou use em recheios de tortas ou lasanha. Em 1/2 xícara de chá de beterraba cozida contém 1,7 gramas de fibras, enquanto a mesma quantidade das suas folhas cozidas fornece quase 4,2 gramas de fibra #pretaatençãonobenefício.

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TORTINHA DE BETERRABA

Massa:

  • 300g de batata-doce
  • 1 colher de chá de óleo de coco
  • ½ xícara de farinha de aveia
  • 1 dente de alho ralado
  • 1 pitada de pimenta do reino
  • sal a gosto

Modo de Preparo:

Cozinhe a batata-doce com casca até ficarem macias. Em seguida, escorra-as  e amasse bem com um garfo. Adicione o óleo de coco, dente de alho ralado e tempere com sal e pimenta do reino. Misture bem com uma colher até obter uma massa uniforme, acrescentando a fatinha aos poucos (nesse momento, quanto mais fria a batata estiver melhor, pois irá absorver menos farinha). Unte suas forminhas de tartelette (pode usar forminhas para empada ou cup cake) com óleo de coco e cubra o fundo e as laterais com a massa. Leve ao forno pré-aquecido a 180°C por cerca de 20 minutos ou até dourar. Enquanto a massa está no forno prepare o recheio. 

Recheio:

  • 500g de beterraba ralada
  • 1 dente de alho
  • 1 cebola roxa picada
  • 1 colher de chá de óleo de coco
  • um punhado de tomilho fresco
  • 3 colheres de sopa de vinagre balsâmico
  • sal e pimenta do reino
  • água adicional, se precisar

Modo de Preparo:

Para o recheio, carmelize as cebolas com alho e óleo de coco (refogue em fogo baixo até que a cebola fique dourada). Adicione a beterraba ralada, vinagre balsâmico e um pouco de água. Tampe a panela e cozinhe a mistura em fogo baixo até a beterraba amolecer. Adicione o tomilho picado e corrija o tempero colocando sal e pimenta do reino. Deixe esfriar e recheie as tortinhas.