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Essa semana, para escolher a próxima receita que colocaria aqui no blog, fiz uma enquete no instagram (@tamy.rolim) e fiquei surpresa ao ver que 55% das pessoas que participaram optaram pela receita que tinha beterraba. Confesso que a minha surpresa foi por que até uns 8 anos atrás eu também torcia o nariz para beterraba, logo, imaginei que haviam muitas pessoas que não gostavam. E, pasmem, além da beterrava, eu também não gostava de uma série de vegetais que hoje não vivo sem. Abobrinha, berinjela, couve-flor, batata-doce eram alimentos raros de aparecer na cozinha de casa e cresci sem experimentar esses alimentos e se experimentei fiz cara feia. Com o tempo, depois de adulta, já formada em Nutrição e Gastronomia, meu paladar já havia mudado muito e as formas de preparo de vegetais é tão assombrosamente variada que fui aprendendo a gostar de muitas coisas que antes não faziam parte do meu dia-a-dia. Por isso é tão importante mudar a forma como você prepara um alimento, quem sabe assim você não aprende a gostar. 

Beterraba tem várias formas de preparo que permitem que aquele gostinho conhecido de terra vá embora. Esqueça a beterraba raladinha ou cozida. Que tal prepará-la assada, com um pouco de suco de limão, folhas de tomilho e alho? A acicez do limão suaviza aquele gostinho. E com o toque do sabor do alho e as folhas de tomilho, seu prato ficará sensacional. Gosto de fazer dessa forma embrulhando bem as beterrabas com papel alumínio e levando ao forno por 40min. Ficam divinas. 

E qual o benefício?  A beterraba contém antioxidantes naturais conhecidos como betaínas, que são capazes de reduzir a resposta inflamatória relacionada à doenças cardíacas, doenças vasculares e doenças do fígado, ainda impede ou reduz o acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática). 

Dicas práticas:

A beterraba cozida se conserva por alguns dias na geladeira se guardada em potes bem fechados, de preferência hermético. Outra forma de guardar, seria congelada em forma de purê. 

Se você tem costume de comprar beterraba em feiras livres, já deve ter observado que muitos feirantes vendem a beterraba ainda com as folhas. Se comprar, não as jogue fora, use em sucos, faça rafogada ou use em recheios de tortas ou lasanha. Em 1/2 xícara de chá de beterraba cozida contém 1,7 gramas de fibras, enquanto a mesma quantidade das suas folhas cozidas fornece quase 4,2 gramas de fibra #pretaatençãonobenefício.

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TORTINHA DE BETERRABA

Massa:

  • 300g de batata-doce
  • 1 colher de chá de óleo de coco
  • ½ xícara de farinha de aveia
  • 1 dente de alho ralado
  • 1 pitada de pimenta do reino
  • sal a gosto

Modo de Preparo:

Cozinhe a batata-doce com casca até ficarem macias. Em seguida, escorra-as  e amasse bem com um garfo. Adicione o óleo de coco, dente de alho ralado e tempere com sal e pimenta do reino. Misture bem com uma colher até obter uma massa uniforme, acrescentando a fatinha aos poucos (nesse momento, quanto mais fria a batata estiver melhor, pois irá absorver menos farinha). Unte suas forminhas de tartelette (pode usar forminhas para empada ou cup cake) com óleo de coco e cubra o fundo e as laterais com a massa. Leve ao forno pré-aquecido a 180°C por cerca de 20 minutos ou até dourar. Enquanto a massa está no forno prepare o recheio. 

Recheio:

  • 500g de beterraba ralada
  • 1 dente de alho
  • 1 cebola roxa picada
  • 1 colher de chá de óleo de coco
  • um punhado de tomilho fresco
  • 3 colheres de sopa de vinagre balsâmico
  • sal e pimenta do reino
  • água adicional, se precisar

Modo de Preparo:

Para o recheio, carmelize as cebolas com alho e óleo de coco (refogue em fogo baixo até que a cebola fique dourada). Adicione a beterraba ralada, vinagre balsâmico e um pouco de água. Tampe a panela e cozinhe a mistura em fogo baixo até a beterraba amolecer. Adicione o tomilho picado e corrija o tempero colocando sal e pimenta do reino. Deixe esfriar e recheie as tortinhas.